Leucemia:
diagnóstico e tratamento
O diagnóstico de leucemia exige avaliação especializada para determinar o tipo exato e o melhor tratamento. Com formação no Memorial Sloan-Kettering e Fred Hutchinson, Dr. Estácio oferece expertise em diagnóstico, tratamento e segunda opinião para todos os tipos de leucemia.
A leucemia é um grupo de cânceres do sangue que afetam a medula óssea. Com diagnóstico correto e tratamento adequado, muitas leucemias são curáveis.
Formação nos principais centros de oncohematologia dos EUA: Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e Fred Hutchinson Cancer Research Center.
Principais tipos de leucemia
Leucemia é um termo amplo que engloba diferentes doenças, cada uma com características, tratamento e prognóstico distintos.
Leucemia Linfoide Aguda (LLA)
Mais comum em crianças, mas também afeta adultos. Progressão rápida. Requer tratamento intensivo imediato.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
Mais comum em adultos. Evolução rápida. Tratamento envolve quimioterapia intensiva e, em casos selecionados, transplante.
Leucemia Linfoide Crônica (LLC)
Mais comum após os 60 anos. Evolução lenta. Muitos pacientes são acompanhados sem tratamento por anos (watch and wait).
Leucemia Mieloide Crônica (LMC)
Causada pela mutação BCR-ABL (cromossomo Philadelphia). Revolucionada pelos inibidores de tirosina-quinase (imatinibe).
Sintomas que merecem atenção
Os sintomas de leucemia podem ser sutis no início. Reconhecê-los precocemente é fundamental para o diagnóstico rápido.
Fadiga e fraqueza
Cansaço persistente e desproporcional às atividades, causado pela anemia (redução de glóbulos vermelhos).
Infecções frequentes
Maior susceptibilidade a infecções devido à queda dos glóbulos brancos funcionais (neutropenia).
Sangramentos
Hematomas fáceis, sangramento gengival, petéquias (pontinhos vermelhos na pele) por queda das plaquetas.
Febre sem causa aparente
Febre persistente ou recorrente que não está associada a uma infecção identificável.
Perda de peso involuntária
Emagrecimento significativo sem mudança de dieta ou exercício, comum em leucemias.
Aumento de gânglios, fígado ou baço
Linfonodos aumentados (pescoço, axilas, virilha), hepatomegalia ou esplenomegalia ao exame físico.
Quando buscar avaliação urgente?
Hemograma com blastos (células imaturas), leucocitose muito elevada, anemia grave ou plaquetas muito baixas requerem avaliação hematológica urgente. Nesses casos, entre em contato imediatamente.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de leucemia envolve uma série de exames para confirmar a doença, classificá-la e definir o melhor tratamento.
Hemograma completo
Exame inicial que pode mostrar alterações nos glóbulos brancos, vermelhos ou plaquetas, levantando suspeita de leucemia.
Mielograma
Punção da medula óssea para análise morfológica das células. Essencial para diagnóstico e classificação.
Imunofenotipagem
Citometria de fluxo para identificar o tipo exato de célula leucêmica e classificar a doença.
Estudos genéticos
Cariótipo, FISH e análise molecular para identificar mutações que guiam o tratamento e prognóstico.
Biópsia de medula
Fragmento ósseo para análise histológica complementar, especialmente importante em leucemias crônicas.
Opções de tratamento
O tratamento da leucemia evoluiu significativamente. Hoje temos múltiplas opções, individualizadas para cada tipo e paciente.
Quimioterapia
Base do tratamento das leucemias agudas. Protocolo intensivo em fases: indução, consolidação e manutenção.
Terapia-alvo
Medicamentos que atacam alterações moleculares específicas. Revolucionou o tratamento da LMC (imatinibe) e alguns subtipos de LLA.
Transplante de medula óssea
Alogênico (doador) ou autólogo (próprio). Indicado em casos de alto risco ou recaída. Único tratamento curativo para muitos.
Imunoterapia
CAR-T cells, anticorpos biespecíficos e outros avanços recentes para leucemias refratárias ou recaídas.
Watch and Wait
Acompanhamento sem tratamento em LLC de baixo risco. Tratamento iniciado apenas quando necessário.
Suporte transfusional
Transfusões de hemácias e plaquetas durante o tratamento. Expertise em hemoterapia é fundamental.
Por que escolher Dr. Estácio Ramos?
Formação nos melhores centros
Formação em dois dos principais centros de oncohematologia do mundo, onde se tratam os casos mais complexos de leucemia.
- Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (NY) — 1982-84
- Fred Hutchinson Cancer Research Center (Seattle) — 1984
- New York Blood Center — 1980-81
- ABHH membro desde 1983
Especialização dupla
A combinação de hematologia e hemoterapia é essencial no tratamento de leucemias, que frequentemente requerem suporte transfusional intensivo.
Diretor Técnico da Unidade de Hemoterapia do Hospital Português. Expertise em transfusões de hemácias e plaquetas, manejo de reações transfusionais e aférese terapêutica.
Perguntas sobre leucemia
A leucemia tem cura?
Sim, muitas leucemias são curáveis, especialmente quando diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente. A LLA infantil tem taxas de cura acima de 90%. Em adultos e outros tipos, o prognóstico depende de fatores como idade, subtipo, alterações genéticas e resposta ao tratamento inicial. Mesmo quando a cura não é possível, muitas leucemias podem ser controladas por longos períodos.
Quais os primeiros sinais de leucemia?
Os sinais iniciais podem ser sutis e inespecíficos: fadiga persistente, palidez, infecções frequentes ou prolongadas, sangramentos incomuns (gengiva, nariz, hematomas fáceis), febre sem causa aparente, perda de peso e suores noturnos. Um hemograma alterado, muitas vezes descoberto em exames de rotina, pode ser o primeiro indício.
Qual a diferença entre leucemia aguda e crônica?
Leucemias agudas (LLA, LMA) progridem rapidamente, com células imaturas (blastos) que não funcionam. Requerem tratamento imediato. Leucemias crônicas (LLC, LMC) progridem lentamente, com células mais maduras. Podem ser acompanhadas por anos sem tratamento. A distinção é feita pelo exame da medula óssea e imunofenotipagem.
A leucemia é hereditária?
Na grande maioria dos casos, não. A leucemia resulta de mutações adquiridas (não herdadas) nas células do sangue. Ter um familiar com leucemia aumenta levemente o risco, mas a maioria dos pacientes não tem histórico familiar. Síndromes genéticas raras (como síndrome de Down) podem aumentar o risco de certos tipos.
Quando é indicado o transplante de medula?
O transplante é considerado em leucemias de alto risco, quando há recaída, ou quando há alterações genéticas desfavoráveis. A indicação depende de múltiplos fatores: tipo de leucemia, idade do paciente, condições clínicas, disponibilidade de doador compatível e resposta ao tratamento inicial. Nem todo paciente com leucemia precisa de transplante.
Posso fazer acompanhamento por telemedicina?
A telemedicina é excelente para discussão de casos, segunda opinião, análise de exames e acompanhamento pós-tratamento. Durante tratamento ativo com quimioterapia, o acompanhamento presencial com oncohematologista local é necessário. Posso trabalhar em conjunto com sua equipe local, especialmente para orientação sobre conduta e segunda opinião.
Diagnóstico e tratamento de leucemia
Com mais de 45 anos de experiência e formação nos principais centros de oncohematologia dos EUA, Dr. Estácio oferece avaliação especializada para diagnóstico, tratamento e segunda opinião em todos os tipos de leucemia. Atendo pacientes de todo o Brasil via telemedicina.
CRM 6302 BA | RQE 27847 | 5643 | 5830
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e tratamento de leucemia devem ser realizados por médico hematologista ou oncohematologista qualificado.