Dr. Estácio RamosHematologista · CRM 6302 BA

Plaquetas Baixas:
causas e tratamento

Plaquetas baixas (trombocitopenia) podem ter diversas causas — desde infecções virais até doenças autoimunes. Como Diretor de Hemoterapia, Dr. Estácio alia expertise diagnóstica à capacidade de indicar e acompanhar transfusões de plaquetas quando necessário.

Diagnóstico especializadoHemoterapia (transfusão)Telemedicina nacional
Expertise em Plaquetas

A trombocitopenia exige diagnóstico preciso da causa para definir o tratamento correto. Como Diretor de Hemoterapia, Dr. Estácio une hematologia e hemoterapia — do diagnóstico à transfusão de plaquetas.

Valor normal de plaquetas: 150.000 - 400.000/mm³

45+
Anos de experiência em hematologia
EUA
Formação Sloan-Kettering e NY Blood Center
3
RQEs (Hematologia + Hemoterapia + Patologia)
Brasil
Atendimento nacional via telemedicina

Principais causas de plaquetas baixas

A trombocitopenia pode resultar de destruição acelerada, produção reduzida ou sequestro de plaquetas. Identificar a causa é fundamental para o tratamento correto.

Autoimune

PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune)

Causa autoimune mais comum de plaquetas baixas isoladas. O sistema imunológico produz anticorpos contra as próprias plaquetas, acelerando sua destruição no baço.

Medicamentosa

Induzida por medicamentos

Diversos medicamentos podem causar plaquetopenia: heparina (HIT), antibióticos, anticonvulsivantes, quimioterápicos e anti-inflamatórios. A suspensão do medicamento geralmente reverte o quadro.

Infecciosa

Infecciosa (dengue, HIV, hepatites)

Infecções virais são causa frequente de trombocitopenia, especialmente a dengue no Brasil. HIV, hepatite C e outras viroses podem reduzir as plaquetas por diferentes mecanismos.

Medular

Produção reduzida (medula óssea)

Doenças da medula óssea (leucemia, mielodisplasia, aplasia medular, mielofibrose) reduzem a produção de plaquetas. Deficiências nutricionais (B12, folato) também podem ser causa.

Sintomas de trombocitopenia

Os sintomas dependem do nível das plaquetas. Trombocitopenias leves podem ser assintomáticas, enquanto casos graves causam sangramentos espontâneos.

Petéquias

Pequenos pontos vermelhos ou roxos na pele, especialmente nas pernas e tronco. São causados por micro-hemorragias nos capilares devido à falta de plaquetas.

Equimoses fáceis

Hematomas (manchas roxas) que surgem com traumas mínimos ou espontaneamente. A pele fica mais susceptível a marcas mesmo com toques leves.

Sangramento gengival

Sangramento das gengivas ao escovar os dentes ou espontaneamente. Pode ser o primeiro sinal percebido pelo paciente de plaquetas baixas.

Epistaxe (sangramento nasal)

Sangramentos nasais frequentes ou prolongados, que podem ser difíceis de controlar. Ocorrem pela fragilidade dos vasos sem proteção adequada das plaquetas.

Menorragia

Fluxo menstrual excessivo ou prolongado em mulheres. Pode ser a queixa principal que leva ao diagnóstico de trombocitopenia.

Sangramento gastrointestinal

Sangue nas fezes (fezes escuras/melena) ou vômitos com sangue. Ocorre em trombocitopenias graves e requer avaliação urgente.

Escala de gravidade

A gravidade da trombocitopenia é definida pela contagem de plaquetas. Cada faixa tem implicações clínicas diferentes.

Leve

100.000 - 150.000/mm³

Geralmente sem sintomas. Pode ser achado incidental. Não requer tratamento na maioria dos casos, mas merece investigação da causa.

Moderada

50.000 - 100.000/mm³

Sangramento excessivo em traumas ou cirurgias. Geralmente sem sangramento espontâneo. Investigação hematológica recomendada.

Grave

20.000 - 50.000/mm³

Risco de sangramento espontâneo (petéquias, equimoses). Precauções com atividades físicas. Avaliação hematológica necessária.

Muito grave

< 20.000/mm³

Risco de sangramento espontâneo grave, incluindo hemorragia cerebral. Urgência médica. Pode necessitar transfusão de plaquetas ou tratamento imediato.

Plaquetas abaixo de 20.000?

Trombocitopenia muito grave requer avaliação hematológica urgente. Há risco de sangramento espontâneo, incluindo hemorragia intracraniana. Procure atendimento médico imediatamente ou entre em contato conosco.

Como investigamos as plaquetas baixas

A investigação segue uma abordagem sistemática para identificar a causa da trombocitopenia e definir o melhor tratamento.

01

Hemograma completo

Confirmação da trombocitopenia e avaliação de outras linhagens (hemácias e leucócitos). Plaquetopenia isolada ou associada a outras alterações direciona a investigação.

02

Esfregaço de sangue periférico

Exame microscópico do sangue para excluir pseudotrombocitopenia (agregação plaquetária pelo EDTA), avaliar tamanho das plaquetas e identificar células anormais.

03

Reticulócitos plaquetários (IPF)

Avalia se a medula está produzindo plaquetas jovens em quantidade adequada. IPF alto sugere destruição periférica (PTI); IPF baixo sugere problema de produção.

04

Pesquisa de anticorpos e sorologias

Anticorpos antiplaquetários (PTI), sorologias virais (HIV, hepatite C, dengue), função tireoidiana e pesquisa de doenças autoimunes associadas.

05

Mielograma (se necessário)

Punção da medula óssea indicada quando há suspeita de doença medular, trombocitopenia refratária ao tratamento, ou associação com outras citopenias. Avalia a produção de megacariócitos.

Opções de tratamento

O tratamento depende da causa, do nível das plaquetas e da presença de sintomas. Muitos casos se resolvem com tratamento da causa base.

Casos leves

Observação (trombocitopenia leve)

Em plaquetopenia leve (>100.000) sem sintomas, pode-se acompanhar com hemogramas seriados sem necessidade de tratamento medicamentoso.

Primeira linha PTI

Corticosteroides

Prednisona ou dexametasona são a primeira linha no tratamento da PTI. Reduzem a destruição imune das plaquetas. Resposta em 1-2 semanas na maioria dos casos.

Resposta rápida

Imunoglobulina intravenosa (IgIV)

Indicada para elevação rápida das plaquetas em situações de urgência (sangramento ativo, pré-operatório). Efeito temporário, mas início de ação em 24-48 horas.

PTI crônica

Agonistas do receptor de TPO

Eltrombopag (oral) e romiplostim (subcutâneo) estimulam a medula a produzir mais plaquetas. Indicados na PTI crônica refratária a corticoides.

Segunda linha

Rituximab

Anticorpo monoclonal anti-CD20 que depleta linfócitos B produtores de anticorpos antiplaquetários. Opção para PTI refratária antes da esplenectomia.

Casos refratários

Esplenectomia

Remoção cirúrgica do baço, principal local de destruição das plaquetas na PTI. Indicada em PTI crônica grave que não responde a tratamentos medicamentosos.

Por que tratar com Dr. Estácio Ramos?

Diretor de Hemoterapia

Como Diretor Técnico da Unidade de Hemoterapia do Hospital Português, Dr. Estácio tem expertise única em transfusão de plaquetas — essencial para o manejo de trombocitopenias graves.

  • Formação no NY Blood Center — referência mundial em hemoterapia
  • Memorial Sloan-Kettering (NY) e Fred Hutchinson (Seattle)
  • Diretor Associado do IHEBA (1º banco de sangue privado do Brasil)
  • ABHH membro desde 1983

Hematologia + Hemoterapia

A combinação de diagnóstico hematológico e expertise em hemoterapia é fundamental no manejo de plaquetas baixas: do diagnóstico da causa à indicação precisa de transfusão.

Poucos hematologistas no Brasil têm tripla certificação (Hematologia, Hemoterapia e Patologia Clínica). Essa formação permite abordagem completa: identificar a causa da trombocitopenia, indicar tratamento medicamentoso ou transfusional, e acompanhar a evolução com segurança.

Perguntas sobre plaquetas baixas

O que causa plaquetas baixas?

As causas mais comuns incluem: destruição autoimune (PTI — Púrpura Trombocitopênica Imune), infecções virais (dengue, HIV, hepatite C), medicamentos (heparina, antibióticos, quimioterapia), doenças da medula óssea (leucemia, mielodisplasia) e hiperesplenismo (baço aumentado). A investigação hematológica é essencial para identificar a causa correta e definir o tratamento adequado.

Plaquetas baixas são perigosas?

Depende do nível e da velocidade da queda. Plaquetas entre 100.000-150.000/mm³ geralmente não causam sintomas. Entre 50.000-100.000 podem causar sangramento excessivo em traumas ou cirurgias. Abaixo de 20.000, há risco de sangramento espontâneo grave, incluindo hemorragia cerebral, sendo considerado urgência médica que requer avaliação imediata.

O que é PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune)?

A PTI é uma doença autoimune em que o sistema imunológico produz anticorpos contra as próprias plaquetas, acelerando sua destruição principalmente no baço. É a causa mais comum de plaquetas baixas isoladas em adultos jovens. Pode ser aguda (geralmente em crianças, pós-viral, autolimitada) ou crônica (adultos, requer tratamento prolongado).

Quando é necessário transfusão de plaquetas?

A transfusão de plaquetas é indicada quando há sangramento ativo com plaquetas muito baixas, antes de procedimentos cirúrgicos em pacientes com plaquetopenia grave, ou quando a contagem cai abaixo de 10.000-20.000/mm³ com risco de sangramento. Na PTI, a transfusão tem efeito limitado pois as plaquetas transfundidas também são destruídas, mas pode ser necessária em emergências.

Dengue pode causar plaquetas baixas?

Sim. A dengue é uma das principais causas de trombocitopenia aguda no Brasil. As plaquetas podem cair significativamente entre o 3º e 7º dia de doença, por destruição aumentada e supressão medular. Na maioria dos casos, recuperam-se espontaneamente em 1-2 semanas. Acompanhamento com hemograma seriado é fundamental para monitorar a evolução e identificar sinais de gravidade.

Posso fazer acompanhamento por telemedicina?

Sim. A telemedicina é excelente para avaliação inicial de exames, acompanhamento de trombocitopenia crônica (como PTI), ajuste de medicações e orientações. Envie seus exames e agende uma teleconsulta. Consultas presenciais podem ser necessárias para exame físico detalhado ou procedimentos específicos. Atendo pacientes de todo o Brasil.

Investigação e tratamento de plaquetas baixas

Com mais de 45 anos de experiência em hematologia e hemoterapia, Dr. Estácio oferece avaliação completa da trombocitopenia — do diagnóstico à transfusão de plaquetas quando necessário. Atendimento presencial em Salvador e teleconsulta para todo o Brasil.

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e tratamento da trombocitopenia devem ser realizados por médico hematologista qualificado.